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[RESENHA] The Outsiders: Vidas Sem Rumo


Olá Leitores!

Páginas: 240 | Autora: S. E. Hinton | Editora: Intrínseca | Ano: 2020 | Gênero: drama, ficção juvenil | Tradutora: Ana Guadalupe

The Outsiders é um livro que originalmente foi lançado em 1967, e uma curiosidade interessante, é que a autora tinha apenas quinze anos quando começou a escrever a história. Para um livro lançado nessa época, imaginei que ele teria um conteúdo e uma escrita mais densa. Contudo, me deparei com uma escrita fluida, uma história emocionante e uma leitura que me levou a refletir bastante.

Assim como o livro é lançado em 1967, a história é ambientada na mesma época, contando sobre uma realidade distante para mim, mas que um dia foi real para muitos. A história é sobre Ponyboy, e é narrada em primeira pessoa por ele.


Vou te dizer uma coisa, Ponyboy, e acho que você vai ficar surpreso. A gente tem problemas que você nem imagina. Quer saber de uma coisa? - Ela me encarou - A vida é dura dura para todo mundo.

Ponyboy faz parte de uma gangue, assim como seus irmãos. Ele faz parte de uma classe mais baixa e característica de adolescentes, que na época era denominada Greaser. Eles eram conhecidos pela rebeldia, a participação em facções como gangues, entre outras características facilmente associáveis à época.

O protagonista e seus irmãos são órfãos e cuidam de si da maneira que podem. O que eu logo me chamou atenção após conhecer esse mundo de Ponyboy, foi que aos olhos de uma sociedade distante da realidade do protagonista e seus irmãos, é simples associá-los à marginalidade e a uma espécie mais obscura de criminalidade, quando na verdade não é bem assim.

A vida era dura para todo mundo, mas era melhor assim. Assim você sabia que o outro cara também era humano.

Os Greasers são muito mais do que integrantes de gangues. Depois de ter contato com história da  gangue de Ponyboy, vi ali um laço de amizade construído através de muitas batalhas individuais e em conjunto. E de certa  forma, uma espécie de apoio, como válvula de escape devido aos seus muitos problemas.

Os personagens não estão distante dessa marginalidade a qual citei, porém isso é bem mais delicado do que julgá-los por algo. As circunstâncias em que vivem são um dos principais motivos para isso. Foi uma  surpresa saber que Ponyboy tem apenas 14 anos quando nos conta sua história.


Essa era a diferença entre a gangue deles e a nossa: eles tinham um líder e eram organizados; nós éramos só amigos que cuidavam uns dos outros, e todo mundo era um pouco líder. De repente, era por isso que a gente humilhava eles nas brigas.

Novamente isso me fez refletir sobre como somos obrigados a crescer precocemente. E assim como Ponyboy, todos os personagens são novos, mas vemos que a pouca idade não impediu os acontecimentos desastrosos acontecerem em suas vidas e afetá-los.

Os Greaser são constantemente desafiados e vivem em guerra com os Socs, que também fazem parte de gangues, e possuem rebeldia. Mas o que os diferencia um do outro, é a condição financeira. Enquanto para os Greaser a marginalidade muitas vezes não é uma opção, e suas vidas não são fáceis por conta de traumas e etc, para os Socs há uma facilidade em conseguir as coisas por conta da sua condição, mas muitas vezes suas vidas também não são tranquilas.

Talvez os dois mundos diferentes em que a gente vivia não fossem tão diferentes assim. O pôr do sol que a gente via era o mesmo.

Acabei me afeiçoando bastante aos personagens, e mesmo sem ter vivido na época, tentei me colocar em seus lugares para entender melhor como seria. Os acontecimentos do livro são, de certa forma , dura e realista, e nos faz querer não acreditar que aquilo é real, quando pode ser.

A trajetória dos personagens é difícil, nos fazendo lembrar que há injustiça no mundo, mas também tentar aprender outros tipos de lições. Ponyboy é um garoto novo e sua forma de pensamento ainda é ingênua em alguns momentos, mesmo que ele  seja precoce em outros.


É por isso que as pessoas nunca pensam em botar a culpa nos Socs e já caem em cima da gente. A gente parece bandido, e eles parecem gente fina.

Há referências durante a leitura. Elas são bem mais próximas da época, e por isso não consegui identificar todas, mas amei ver a obra E O Vento Levou ser mencionada várias vezes na história. A leitura é surpreendentemente rápida, com trechos e mais trechos reflexivos. O livro é emocionante do início ao fim, e me transmitiu diversos sentimentos dos mais variados.

A obra possui uma adaptação, porém aparentemente não fez tanto sucesso quanto ao livro. A edição da editora Intrínseca é tão bela quanto a história contada nele, e tem um conteúdo extra sobre a autora e adaptação. Este foi um livro que imaginei que me tiraria da zona de conforto, mas acabei me apaixonando.


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15 comentários:

  1. Oi, Leyanne como vai? Me parece um livro bastante reflexivo, embora triste em sua realidade dura e cruel. Amei sua resenha, parabéns! Certamente é um livro que me agradaria caso eu vier a lê-lo. Suas fotos também ficaram impecáveis. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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  2. Olá,
    Nem imaginava que o livro fosse tão antigo assim. Ha!
    Eu nunca li nada envolvendo gangues, mas curti como soa pela época que se passa, então daria uma chance.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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  3. Oi! Eu conheço o filme, mas do livro não sabia. E que história antiga, mas pelo jeito envelheceu bem. Valeu a dica. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  4. Eu já tinha visto uma resenha bem positiva sobre esse livro, mas nunca li ou assisti ao filme. É uma história que realmente nos mostra que o mundo não é perfeito, nem as pessoas. Às vezes a vida nos dá umas lições, quando menos esperamos, e temos que amadurecer mais rápido do que o restante das pessoas. O que nos causa estranhamento, mas é necessário naquele momento. A edição desse livro está fantástica.
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
    Pinterest | Instagram | Skoob

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  5. Oiii Leyanne

    Essa edição tá linda mesmo e eu me apaixonei por essa trama, quero ler com certeza, acho legal quando a gente se afeiçoa aos personagens, e tenta visualizar sua época, suas experiências para entender tudo melhor, é quando a trama envolve de verdade. Parece um livro realista,duro como vc citou, mas necessário por ter esse toque de realidade que mostra que nem tudo é risos e flores. Não sabia que tinha adaptação, mas fiquei curiosa mesmo foi pelo livro.

    Beijos, Ivy

    www.derepentenoultimolivro.com

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  6. Essa edição ta tão linda Ley, que nossa, so quero.
    Vi um trecho do livro no insta de uma amiga e fiquei muito comovido <3 Quero muito ler e ai eu leio.

    Abraços
    Emerson
    http://territoriogeeknerd.blogspot.com/

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  7. Oi Leyanne,
    Não conhecia a obra, mas fiquei bem interessada com essa edição linda da Intrínseca!
    Nem sabia que tinha adaptação também, rs. Estou bem por fora! rs
    beijo
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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  8. Oie

    Realmente esse livro me tiraria da zona de conforto e isso é bom. Gostei dessa premissa. Gosto quando a história me conta não só sobre as personagens mas também sobre a sociedade da época que os cerca.

    <3
    https://apesardocaos.blogspot.com/

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  9. Já tinha ouvido falar no livro, mas ainda não tive a chance de ler. É bem do gênero que eu curto. Parece muito bacana de ler!

    Beijo!
    Cores do Vício

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  10. Olá, Leyanne.
    Eu achei a edição do livro linda. Não conhecia o livro ainda mas me interessei mesmo sendo uma história que se passa em uma época bem diferente da nossa. Apesar de que a realidade dura deve ser a mesma que agora.

    Prefácio

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  11. Gente, mas chocadíssima que o autor começou a escrever com 15 anos e virou esse sucesso. Com quinze anos não sabia nem escrever meu nome correto kkkkkkkkkkkk
    Beijos
    Balaio de Babados

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  12. Oii
    Não conhecia essa história e nem sabia que tinha um filme.
    Adorei essa edição da Intrínseca, ficou lindíssima.
    Adorei sua resenha, parece ser um livro que nos remete a muitas reflexões, vou deixar anotado aqui.

    Beijinhos!
    http://focadasnoslivros.blogspot.com/

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  13. The book sounds great❤

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  14. Oi Leyanne,

    Não conhecia o livro, mas a edição realmente está muito bonita.
    Pela sua resenha vi que é um livro bem reflexivo, achei a premissa bem interessante dada a época.

    Bjs
    http://diarioelivros.blogspot.com/

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  15. Eu já vi algumas pessoas comentando desse livro, mas essa é a primeira resenha que leio. Não consigo me lembrar de nenhum livro que li com enredo parecido, que tem gangues e coisas do tipo, então fiquei bem curiosa. E achei interessante o fato de ter sido escrito realmente em 1967 e por uma autora tão jovem!
    Os Delírios Literários de Lex
    Participe do Top Comentarista de Julho ♥

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