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[RESENHA] Me Encontre


Olá Leitores!

Páginas: 272 | Editora: Intrínseca | Autor: André Aciman | 2019

Me Encontre é a continuação e conclusão do romance Me Chame Pelo Seu Nome. Gosto tanto desse livro, e recentemente até reli o primeiro por sentir falta do relacionamento entre Oliver e Elio. O livro tem um foco em um romance LGBT, e os protagonistas vivem um breve relacionamento durante o verão até que eles se separam por Oliver morar nos EUA e Elio na Itália.

Como vemos em Me Chame Pelo Seu Nome, eles nunca se recuperaram do relacionamento, e principalmente para Elio, a quem tinha 17 anos na época, a dor da separação foi ainda maior. Oliver seguiu sua vida, casou-se, teve filhos, enquanto Elio manteve apenas alguns romances ocasionais.

"A magia de alguém novo nunca dura o suficiente. Queremos sempre aqueles que não podemos ter. São as pessoas que perdemos, ou as que nem notaram nossa existência, que deixam marcas. Os outros mal ecoam."
Sempre torci por este casal e como gostei bastante da escrita do autor, me emocionei durante o primeiro livro. Minha ansiedade para a conclusão da história estava altíssima, mas também tive receio de não gostar. Me Chame Pelo Seu Nome finaliza com um reencontro entre Oliver e Elio, mas em aberto, não se sabe o que aconteceu após isso.



Em Me Encontre, o livro promete fechar algumas questões, respondendo algumas dúvidas sobre o destino de alguns personagens, inclusive sobre o pai de Elio, Samuel. Ele foi um personagem cativante e um pai excelente. Talvez por isso, o autor quis introduzir mais do personagem em seu novo livro.

"Mas quem é que arruma tempo para conhecer os pais a fundo, de verdade? A quantas camadas de profundidade estão aqueles que pensamos que conhecíamos apenas por amá-los?" 
Há três narradores em Me Encontre, inicia com Samuel, que encontra uma estranha em um trem a quem começa a conversar. Como é típico de André Aciman, os diálogos sempre são ricos em frases profundas e cheias de significado. Ele sempre dá um jeito de falar sobre a vida, amores, decepções. E durante a leitura, é possível se identificar com os personagens pela forma profunda em como são expostos.

André Aciman não cria personagem superficiais. Até mesmo o pai de Elio teve uma participação importante em Me Encontre, de modo que não ficou em segundo plano. Infelizmente, durante a narração de Samuel comecei a achar um pouco maçante por ter somente ele como um personagem remanescente de Me Chame Pelo Seu Nome. Não havia nada de Elio ou Oliver.



Mas como o autor quis discorrer também sobre Samuel, sua parte foi importante. O livro não pode ser denominado necessariamente como uma continuação da história. Ele não segue imediatamente após o fim do livro anterior. Me Encontre complementa algumas partes da história que ficaram em aberto e dá uma nova chance para Elio e Oliver.


"Ninguém nunca foi à falência pegando carona no prazer de outra pessoa. Nós só falimos quando não queremos mais ninguém."
Pense neste livro como algo que se passa entre alguns momentos do livro anterior. Assim há um significado ainda maior para ele ao fazer você relembrar das partes citadas de Me Chame Pelo Seu Nome. Assim como toda continuação quando não é planejada, há alguns pequenos furos no enredo. Prestei muita atenção nisso para tentar encontrar pontos familiares nele.



A obra destaca como Elio seguiu sua vida, ou tentou, depois que Oliver foi embora. Dá para ver uma parte daquele Elio carente a quem fantasiava sobre Oliver, mesmo que agora já tenha se passado mais de dez anos. Senti bastante saudade disso tudo. Todos os elementos cruciais para nos deixar repletos de nostalgia estão lá.


"O tempo é sempre o preço que pagamos pela vida não vivida."
Como disse, Me Encontre se trata de um complemento para a história original, portanto há fatos que não ocorreram mas que o autor acrescenta neste livro. Tive um pouco de dificuldade para identificar quem estava narrando o quê. O autor não especifica isso e cabe ao leitor deduzir. Essa é uma característica do autor em seus livros. Contudo, com o acréscimo de narradores aqui, ficou um pouco complicado de saber.

André Aciman também tem uma escrita poética. Além de criar diálogos profundos, há trechos que nos identificamos. Isso atenta a minha teoria de que o livro é muito mais profundo por se tratar de uma obra para o leitor matar a saudade e ao mesmo tempo se encontrar em meio as páginas.

Novamente vou sentir falta de tudo, mas agora estou com o coração quentinho por esse final não ser em aberto. Apesar das dificuldades que citei durante a leitura, sou muito fã da história e não ousaria dizer que foi ruim.

VEJA A RESENHA DE ME CHAME PELO SEU NOME

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Um comentário:

  1. Oi! Eu não li o livro anterior não sabia que este se tratava de uma continuação. Lembro que quando o primeiro saiu, foi bem elogiado e tenho curiosidade de saber mais sobre a obra. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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