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[RESENHA] Skyward [livro #1]


Olá, leitores!

Páginas: 400 | Autor: Brandon Sanderson | Editora: Planeta Minotauro | Ano: 2018 | Gênero: Ficção científica, Young Adult | Tradução: Márcia Blasques | Classificação indicativa: +14

Esse livro me deu um começo conturbado, mas no final estava tão eufórica que não entendia como eu não tinha insistido para ler ele antes. Simples assim. Depois fiquei lamentando por não ter um segundo volume em mãos para suprir minha curiosidade. Essa história me fez ficar verdadeiramente envolvida, mas sinto dizer que não começou bem assim.

Tive um início mediano por ficar irritada com a protagonista e com todos ao seu redor. Aqui, o ser humano teve avanços o suficiente para encontrar um planeta chamado Detritus decidindo residir ali. O impedimento para que tudo fique na mais perfeita paz, é que repetidamente eles lutam contra um inimigo chamado Krell, dispostos a aniquilar a humanidade, mas sem nenhum contato ou sequer conhecimento do motivo ou o como eles se parecem. É tudo bem nebuloso mesmo, mas a história segue Spensa, que sonha em ser piloto, vivendo a margem da sociedade, sendo rotulada como covarde pelo legado de seu pai, que desertou em uma batalha e foi abatido em seguida.

Spensa acredita firmemente que seu pai não é covarde, culpa a instituição por isso, mas é determinada em seguir os passos do pai, ser piloto e provar que não carrega o mesmo título. Embora seja uma posição bonita da parte da protagonista, ela é barrada por todos, contrariada, e impedida de seguir com seus objetivos. A personalidade de Spensa guerreia com sua força de vontade, ao mesmo tempo que é esforçada, ela tem um tipo de teimosia que pode ser um problema para si mesma.


Suas atitudes são mais irritantes no início, grande parte disso se dá por ela viver em uma bolha e não conhecer todos os fatos. O mesmo digo sobre como tudo é administrado. Os humanos vivem em uma batalha constante pela vida, mas a FDD (Força de Defesa Desafiadora) seleciona e sacrifica seus pilotos, querendo ou não. Os humanos agem com segregação, quando a manobra mais lógica seria unir-se apesar das diferenças e aceitar qualquer ajuda que lhes seja oferecida.

Na longa jornada da protagonista que luta pelo seu lugar como piloto, ela se depara com mais desafios do que se esperava, e descobertas que podem lhe ajudar futuramente. É revoltante, mas inevitavelmente torci e fiquei mais apegada a Spensa. A determinação dela foi minha qualidade favorita sobre a personagem. Da metade para o final, ela tinha se tornado uma inspiração de força.

A história e construção dos personagens são incríveis, mas uma adição igualmente louvável é como a ficção científica funciona, entrelaçada com a vivência dos personagens, tornando-a urgente e emocionante. Com naves e aspecto futurístico, tudo o que sabemos inicialmente é um grãozinho de feijão comparado com as dimensões do que é descoberto nos momentos finais. Vai deixando a narrativa difícil de largar, que foi o que aconteceu comigo.

Skyward foi uma leitura surpreendente. A protagonista adolescente tem uma personalidade mais impetuosa, mas não é nada leviana. É impressionante seu crescimento, seu fardo a carregar, tudo o mais. Ao começar a história não imaginava ficar tão apegada, mas foi o que aconteceu, e fico contente. É comum sobre a história se perguntar se será difícil compreender termos envolvendo esse cenário de ficção, e a resposta é que, sim. É tudo muito simples de entender, e ajuda que as descobertas são feitas em conjunto com a protagonista, sem sobrecarregar o leitor, enquanto as descrições possuem uma linguagem objetiva.

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