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[RESENHA] Cartas Para Martin

 

Olá leitores!


Páginas: 256 | Autora: Nic Stone | Editora: Intrínseca | Ano: 2020 | Gênero: Young Adult, Drama | Tradução: Thaís Paiva


Escrito por uma autora negra e com temas extremamente relevantes, Cartas Para Martin foi um dos livros que mais esperei para ler e quando enfim li, foi em uma rapidez incrível. Meu ritmo de leitura não está muito bom, portanto Cartas Para Martin me fez devorar a obra em pouco tempo e me surpreender com isso. O motivo foi que a história me chamou tanto atenção e me deixou tão extasiada, que eu não queria largar.


Justyce é um garoto negro e segue tranquilamente sua vida quando é abordado por policiais ao ajudar sua ex, que está embriagada, a chegar em segurança em casa. Não havia motivo algum para a abordagem, principalmente pela forma abrupta como ocorreu. Tudo não passou de uma suspeita de que Justyce estaria fazendo algo errado só pela cor de sua pele.


O que surpreendeu Justyce, foi a crueldade que sofreu e seus direitos sendo negados como se sua cor determinasse isso. O fato é tão horrível quanto real, deixando Justyce com uma marca permanente de como foi tratado. O personagem então faz um experimento em que escreve cartas para Martin Luther King Jr., onde tenta imaginar o que Martin faria em seu lugar.



[...] Mas como eles querem que os negros saibam como tratar uns aos outros se ouvimos o tempo inteiro, desde que fomos trazidos para este país, que não merecemos respeito?

No decorrer do livro, há uma mesclagem entre a história e cartas destinadas a Martin. Depois do ocorrido com a abordagem policial, Justyce, assim como o leitor, têm seus olhos abertos para novas situações onde o racismo é forte, mas pouco apontado. Várias situações como na escola ou entre amigos são frequentemente postas e lições são dadas entre elas.


Os diálogos entre os personagens são próximos de argumentos que vemos quando há afirmação de que não existe mais racismo. Essa fala ainda é frequente, mas infelizmente há sim racismo. A discriminação pela cor de uma pessoa ainda ocorre bastante e muitas vezes conversas que parecem inofensivas para quem fala, podem ter termos racistas. O que vemos, falamos e ouvimos contribui com o nosso caráter. Portanto, falar que o racismo não existe mais somente por ele não acontecer com determinadas pessoas, não encobre que isso ocorre com outras.


Essas são questões levantadas neste livro, assim como Justyce lidará com elas. As ações descritas na história são transcritas de forma leve e até pensei que seria assim durante toda a obra. Mesmo que a leitura trate de um tema mais pesado, a maior parte do livro é cheia de lições narradas dentro do cotidiano e de maneira mais simples para serem absorvidas.


[...] Ontem, quando eu estava saindo da casa do Blake, juro que ouvi uma garota falando: 'Por que os negros estão sempre com tanta raiva?' Como eu posso não ter raiva? 


Até que meu coração de leitora foi testado em determinados trechos. O baque foi tão grande que tive que fechar o livro e respirar fundo para voltar a ler. O mais duro é que situações descritas aqui são reais para algumas pessoas.


É um livro para ser apresentado para todas as idades e irá ter um ótimo impacto nas nossas vidas. É como espelhar o que lemos dentro de nossa vivência e assim, entendermos melhor o que mudar em nossas atitudes. A capa do livro está esplêndida, com várias transcrições do que Justyce escreve a Martin em suas cartas, tanto que achei bem mais bonita que a capa original.


O livro é simples de ler, a escrita maravilhosa, e uma leitura curtinha, boa para aproveitar em uma tarde e aprender bastante. Estou contando os dias para ler o próximo livro, que se chama Dear Justyce, já que esse me conquistou de diversas formas.



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3 comentários:

  1. Oi Ley, tudo bem? Puxa, eu não conheço o livro, mas achei muito boa a proposta e o fato de ser uma leitura curta, com bom tema e fácil de ler me deixou bem interessada!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  2. Estive vendo um vídeo sobre esse livro esses dias e o moço disse que provavelmente este seria o melhor livro do ano!
    Penso eu, que seja o tipo de livro que dói na alma, que incomoda, que fere, que nos faz sim, colocarmos no lugar de Justyce, mas que infelizmente, todos deveriam ler.
    Num ano onde a maldade humana(tá, a bondade também) têm sido colocadas à prova todos dias, o racismo ganhou ares gigantescos e é difícil não ver um jornal e ter ao menos um caso ali, de preconceito.
    Espero de coração, comprar o livro o quanto antes!!!
    Beijo

    Angela Cunha/O Vazio na Flor

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  3. Confesso que adoro leituras curtinhas e também adoro livros que falam sobre a natureza humana (seja sobre o seu lado feio ou o lado bonito). Esse livro parece muito bom. Bela resenha!

    Abracinhos!
    https://nsmoraes.com.br/

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