Good Omens: Belas Maldições

6 de junho de 2019

Olá Leitores!

Páginas: 362 |Editora: Bertrand Brasil |Autor: Neil Gaiman e Terry Pratchett |Ano: 2019

O que você faria se o mundo acabasse? E se soubesse o dia em  que ele vai acabar? Teria alguma objeção se fosse ao sábado? Segundo o livro Good Omens, o mundo está predestinado para ter um fim em  um sábado com a ajuda do anticristo. Crowley e Aziraphale estão em lados opostos da grande guerra cósmica entre céu e inferno.

"No grande jogo cósmico eles sentiam que ocupavam a mesma posição de fiscais de renda: faziam um trabalho talvez impopular, mas essencial para o esquema geral das coisas." 
Crowley nada mais é que a serpente que tentou Eva (ele e satanás são seres diferentes), enquanto Aziraphale é um anjo e livreiro nas horas vagas. Ambos vivem na Terra a milhões de anos e convivem em  "harmonia". Mesmo sendo de lados opostos, eles tem o que chega a ser chamado de amizade.

Porém o grande dia está chegando e onze anos antes, Crowley se encarrega de entregar o bebê anticristo para uma família humana afim dele ser criado de acordo com seu propósito. O livro todo se passa em cerca de três dias, pouco antes de sábado, que é a data para o mundo acabar, quando o anticristo já tem 11 anos.

"Não sei o que tem de tão fantástico em criar pessoas como pessoas e então ficar chateado porque elas se comportam como pessoas."
Mas aqui nada é o que parece. O anticristo foi criado por uma família diferente das que pensaram, então o fim do mundo pode dar errado, ou ser pior. O livro é extremamente leve e cheio de descontração. A cada parágrafo eu ria muito. Crowley é quem narra a maioria da história, e os autores fizeram de Crowley e os demais personagens seres com humanidades desenvolvidas.

Tem uma crítica fortíssima desde o início quanto à humanidade, não de modo geral, mas o que cada ser humano representa, seu lado carnal. Os seres sobrenaturais que vemos, tem atitudes bastante humanas, o que acho que foi proposital. No fim, creio que tudo não passa de questões que se tratam sobre nós mesmos. Como por exemplo: livre-arbítrio, escolhas, ações.

"A maioria dos grandes triunfos e tragédias da história, é provocada não por pessoas sendo fundamentalmente boas ou más mas por pessoas sendo fundamentalmente pessoas."
Eu viajei demais lendo, só que teve algumas partes em que me perdi. Trechos da história em que não houve tanta explicação e por isso ficou em aberto. Apesar disso, Good Omens é um livro que recomendo muito por ter um pacote completo: fantasia, comédia, drama, suspense.

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