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[RESENHA] A Princesa Prometida


 Olá, leitores!


Páginas: 416 | Autor: William Goldman | Editora: Intrínseca | Ano: 2018 | Gênero: Ficção Fantasia, Romance | Tradução: Alice Mello


Adoro filmes e livros antigos. Costumam me trazer um ar de nostalgia enorme mesmo que em muitos dos casos eu nem era nascida na época de seus lançamentos. Assim como muitos leitores, passei várias tardes quando criança, assistindo aos filmes da Sessão da Tarde, que era recheada de pérolas oitentistas como Os Goonies, Conta Comigo e claro, A Princesa Prometida. Esses filmes me lembram da minha infância e por isso, fiquei muito feliz quando o exemplar do livro chegou para mim aqui em casa. Não sou a maior fã de romances mas a Ley está de prova do quanto eu estava empolgada para começar a leitura.


Aquilo fazia parte do crescimento. As pessoas se apaixonava repentinamente, depois piscavam e já não sentiam mais nada. Perdoavam defeitos, encontravam a perfeição, apaixonavam-se perdidamente; então o sol nascia e tudo passava. 


Porém, apesar de amar o filme por conta da nostalgia, vou tentar ao máximo separar as duas obras (livro e filme) uma da outra para não me deixar ser influenciada em nada durante a resenha, então não vou citar o filme aqui, ok? 


O livro é narrado pelo próprio William Goldman que aqui diz não ser o próprio autor da obra e sim um tal de S. Morgenstern e que essa história lhe foi contada durante a infância. Ele mesmo diz que está apenas recontando a história (só as partes boas, segundo ele) para quem quer que estiver lendo o livro. Por conta disso, a narrativa da história é bem naquele estilo de algo contado por alguém mesmo, como uma história para dormir.


Inigo o amava. Completamente. Não me pergunte o porquê. Não tinha de fato um motivo. Ah, é bem provável que Domingo o amasse também, mas o amor é muitas coisas, e nenhuma delas envolve lógica. 


A protagonista da história é Buttercup, uma jovem bonita e livre que de início não parece ter muita ideia de sua beleza que só aumenta com o passar do tempo. Seus pais são donos de uma fazenda e é lá que a garota que adora correr livre com seu cavalo chamado Cavalo, acaba se apaixonando por Westley, um rapaz que não parece ser tão inteligente e que trabalha para seu pai há alguns anos.


 - A vida é sofrimento. - retrucou a mãe. - Se alguém lhe disser o contrário, é porque está tentando vender algo.


Esse amor é correspondido por Westley com a mesma intensidade, que decidido a melhorar de vida para dar a Buttercup uma vida melhor, parte em busca de algo mais promissor do que teria por trabalhar na fazenda. O problema é que Westley acaba morrendo nessa busca, deixando Buttercup devastada pela perda. Ela então decide não se apaixonar mais, já que o amor a machucara muito. Os anos se passam e a jovem que antes era apenas uma das mais belas do mundo, se torna a mulher mais bonita que um dia já existiu e por conta de sua beleza, acaba chamando a atenção do Duque e do Príncipe Humperdinck, um cara sádico, mimado, apaixonado por caça e de temperamento detestável. 


 - Chega de falar sobre minha beleza - cortou Buttercup. - Todo mundo só fala do quanto sou bonita. Tenho um cérebro, Westley. Fale sobre isso.


Ela e o príncipe então entram em um acordo para terem um casamento sem amor, com a única finalidade de apresentar um herdeiro para o reino já que o rei está definhando por conta de sua saúde. Buttercup passa a estudar na escola da realeza e se preparar para ser apresentada para o povo como a sua nova rainha. 


Claro que Buttercup com toda a sua beleza, acaba se tornando o centro das atenções e agradando o povo. Isso parece algo muito bom, até ela acabar sendo sequestrada por uma pequena quadrilha de três homens que está sendo seguida de perto por um misterioso Homem de Preto. Essa pequena quadrilha é comandada por Vizzini, um cara corcunda de grande inteligência, Inigo, que é um mestre na luta de espadas e Fezzik, um gigante de imensa força porém sem muita inteligência. 


Ele a entendia tão bem! Em sua mente, soube aquilo no instante em que a deixou na fazenda depois que ela jurou seu amor. Ela com toda certeza estava sendo sincera, mas tinha apenas dezoito anos. O que poderia saber sobre as profundezas do coração?


Os três podem não chamar muita atenção de início mas além de importantes, acabam roubando toda a cena do livro. Inigo e Fezzik se tornando facilmente os meus personagens preferidos (e vi que muita gente que leu o livro, acabou achando a mesma coisa). Eles dois são carismáticos e quando desenvolvidos, nos conquistam rapidamente. Fezzik é um gigante amante de rimas que sempre foi julgado pela aparência e força, o que acaba o tornando meio estabanado, às vezes. Já Inigo só quer se vingar da morte do seu pai, que era um mestre na fabricação de espada e que foi morto por um de seus clientes, um homem com seis dedos que foi responsável por deixar duas enormes cicatrizes em seu rosto. 


Enfiei a cabeça no travesseiro e chorei como nunca mais choraria em toda a minha vida. Senti meu coração se esvaziando o travesseiro. O mais impressionante do choro é que, quando estamos aos prantos, achamos que vai durar para sempre, mas na maioria das vezes, não dura nem metade disso. Pelo menos não em relação ao tempo de verdade. Em relação às emoções de verdade, é pior do que se imagina, mas não de acordo com o relógio.


É um romance, claro. Com muitos momentos de juras e juras de amor entre Westley e Buttercup mas ao mesmo tempo, é bem difícil de não dar algumas risadas porque o próprio autor escreveu de forma que fica parecendo que a sua intenção ali era justamente a de fazer piada com as histórias do gênero. 


O autor em vários momentos se mete na narrativa para fazer alguns comentários sobre suas mudanças na história original do "autor original" da história, para falar o que pensou na primeira vez que a escutou e para enfatizar em vários momentos que apesar de ser uma história que à primeira vista pode parecer romântica e divertida, a vida não é justa. De início os comentários me deixaram meio cansada mas conforme fui me acostumando com a narrativa, tudo ficou mais fácil.


Em termos intelectuais, a morte não lhe interessava nem um pouco; os mortos não reagiam a dor.


Tenho que admitir que só uma coisa me incomodou na história: a Buttercup do início do livro é bem diferente da que aparece no final. Sei que a vida e acontecimentos nos mudam mas fiquei triste de sua mudança não ter sido positiva. Apesar de sempre ter sido mostrada como uma garota caprichosa e até um pouco mimada, ela sempre teve um jeitão mais livre, sem se importar muito com como as pessoas a viam. Ela era ela, sem ligar se era a mais bela ou não. Porém depois que se apaixona por Westley, ela se torna uma mulher tão vazia, passiva e que parece só se importar se está bonita para ele ou não. Já não tinha mais aquela aura livre de antes, era apenas uma princesinha tipicamente vazia das histórias de romance (não sempre, mas em vários momentos). A coisa boa é que apesar disso, ela manteve a sua língua afiada, o que era divertido de ver em suas discussões com Westley.


(...) eu realmente acredito que o amor seja a melhor coisa do mundo, com exceção das balas de menta., mas também devo dizer, pela enésima vez, que a vida não é justa. 


Também tenho que falar da obra que chegou aqui. Estou apaixonada até agora pela edição da Intrínseca. A capa dura tem as imagens dos personagens do famoso filme oitentista dispostos de forma muito bonita. Ah, quanto ao filme, ele é no geral bem fiel ao livro, com algumas mudanças pequenas que quem leu o livro pode sentir falta. Senti que era como se um completasse o outro, então amei demais a leitura. A Princesa Prometida é um romance divertido e com um final de te deixar apreensivo. Uma leitura muito divertida, principalmente para os fãs do filme. 




ADQUIRIA O EXEMPLAR NA AMAZON:



16 comentários:

  1. Olá,
    Eu nem tenho lembranças se cheguei a assistir esse quando era criança. Te dizer que até tempo atrás tava confundindo com Feitiço de Áquila. Eu gostei da forma que o "autor" narra história, me soou descontraída então quero dar uma chance ao livro tb.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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    1. É um filme mais antigo e até nostálgico <3

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  2. Oi, Leyanne. Como vai? Que bom que a leitura lhe agradou. Não é o tipo de livro que costumo ler com frequência, mas vez outra eu leio romance. Adorei a capa dele. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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    1. A Lari adorou a leitura e já estou querendo ler também!

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  3. Eu consegui ver o filme depois de muita luta com a internet. É um filme bem antigo e quando essa nova edição foi lançado, o "buuum" no mundo literário foi enorme.
    Tá, a capa é a coisa mais linda do mundo e já vi muitas pessoas dizerem que ela é a edição mais linda da estante!!
    Preciso muito ter essa lindeza em mãos!!
    Beijo

    Angela Cunha/O Vazio na Flor

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    1. O livro, de certa forma, deu mais atenção ao filme. Também acho a capa e edição uma lindeza!

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  4. Eu achei a resenha do livro muito boa, e pelo amazon é super baratinho. adorei a dica. bjs bjs https://beperes.blogspot.com/

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  5. Me julgue, mas nunca vi ao filme, muito menos li essa obra. Mas olha, até que daria uma chance a ele (e ao filme), parece bem gostosinho de conferir!

    Beijo.
    Cores do Vício

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    1. O filme é mais antigo, mas para quem curte leituras mais descontraídas, vale a pena dar uma chance ;)

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  6. Olá, Larissa.
    Vendo sua resenha agora lembrei que ganhei esse livro de amigo secreto no ano passado e até agora não li ele hehe. A edição está incrível mesmo e quanto a história eu nunca assisti o filme, mas já ouvi falar. Vou tentar encaixar ele aqui na lista de leituras.

    Prefácio

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    1. Hahaha entendo como é. Às vezes a gente só empurra e lê só os mais urgentes.

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  7. Ei, Larissa, tudo bem? Apesar de eu ter assistido muitas sessões da tarde, eu ainda não tinha ouvido falar do livro e nem do filme. Ele parece bem legal, e é um saco quando o personagem perde a essência.


    Books House

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    1. Totalmente desanimador. Mas há inúmeros pontos positivos que a Lari gostou também <3

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  8. Nossa mas esse livro e filme sempre são referências em várias obras e eu nunca nem dei muita moral. Pela tua resenha eu percebi que seria uma história que muito me agradaria sim
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. Ainda não vi tantas referências, mas sempre relaciono o filme a algo nostálgico.

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