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[RESENHA] As Crônicas da Quasinoite: Godsgrave, O Espetáculo Sangrento [Livro #2]


Olá Leitores!

Páginas: 592 | Editora: Plataforma 21 | Autor: Jay Kristoff | Ano: 2018 | Gênero: Fantasia Dark 

(Pode conter spoilers do volume anterior.)
*Livro não indicado para menores de 16 anos por conter sexo e violência.

Com o a releitura recente que fiz de Nevernight, embarquei em mais uma releitura, dessa vez de Gosgrave, o segundo livro da saga. O intuito é me preparar e relembrar algumas coisas sobre a história que serviriam para finalmente ler Darkdawn, o último volume da série. A releitura foi magnífica. Gosto ainda mais dos livros agora, e a ansiedade está a mil para a conclusão.

Esta releitura me fez perceber bem mais detalhes dentro do enredo que tinham passado despercebido para mim durante a primeira vez que li. Mia, neste livro, descobre revelações sobre a Igreja Vermelha impossíveis de ser ignoradas e que indubitavelmente estão ligadas à ela e a sua vingança. A surpresa e a sua determinação, a levam a criar um plano mirabolante e finalmente ir em busca de sua tão sonhada vingança, contra aqueles que destruíram sua família.

"Então é assim que os maiores monstros conseguem o que querem, ela concluiu. Parecendo igual aos outros."
Nas primeiras páginas conhecemos uma figura misteriosa e totalmente nova. Ela aparece e tão logo some e não vemos mais aparição sua. A identidade do ser não é revelado, mas quero deixar bem claro que sua importância é notável. Se, por ventura, imaginávamos que teríamos respostas para as nossas infinitas perguntas em Godsgrave, fomos devidamente enganados pelo mestre Jay Kristoff.


Mas mesmo com toda essa enganação e mais um milhão de perguntas dadas aos leitores para se virarem sozinhos, somos agraciados pelos mais belo espetáculo sangrento que o autor poderia nos oferecer. O plano de vingança de Mia envolver se tornar Gladiatii, ou seja, que luta em arenas em troca de liberdade, isso me lembra bastante lutas antigas em Roma, e acho que o autor resgatou bem essa memória.

Mia pinta as arenas de vermelho e seu plano é finalmente revelado mais a frente no livro. A narração alterna entre o presente e alguns meses atrás, que é quando ela está descobrindo os segredos da Igreja Vermelha. A troca de tempos na narração não confunde o leitor, pelo contrário, nos deixa ainda mais interessados para saber o que acontecerá na próxima linha narrativa.

"Um homem aceita seu destino, pequeno corvo,. Ou é consumido por ele."
Contudo, não é somente de sangue que Godsgrave é constituído. Os passageiros de Mia ainda são um mistério insondável e no finalzinho de Nevernight tínhamos uma ponta de esperança para descobrir a origem de ambos. Em Godsgrave, ficamos bem mais curiosos, porém ainda não temos respostas  sobre eles. A interação dos passageiros rouba nossa atenção por ser extremamente impregnada de humor negro. Sr Simpático e Eclipse se odeiam e mesmo entre as farpas que trocam, é possível ver que eles possuem um humor ácido que adoramos.


Os passageiros também tornam Mia mais forte, no decorrer do livro isso é posto a prova em vários momentos e podemos concluir que essa junção de vários passageiros também é mais um mistério que precisamos descobrir. Mia é apresentada não somente como uma habilidosa assassina com poderes fortes de sombria neste livro, nele também conhecemos ela de um modo ainda mais humano. Desta vez, Mia se releva como uma mulher querendo entender sua sexualidade, mas nada de florzinhas e sexo submisso.

É com certeza uma das coisas que mais gostei neste livro. Com isso, conhecemos esse lado mais humanizado e indeciso da personagem às vezes tão durona. Poderia dizer que o livro me ganhou com tudo isso, mas fiquei de queixo caído com o frenético e fabuloso final dele. Não há palavras para descrever a explosão de sentimentos que tive.

"Mas o problema era que a sua lista de gargantas para cortar só crescia em vez de diminuir."
Desde a primeira vez que li, este final me perseguiu por semanas a fio e até mesmo hoje considero um dos finais mais épicos de livro. É totalmente intrigante, todas as peças se encaixam, mais perguntas são feitas e só conseguimos balbuciar um simples "o que ta acontecendo aqui?".

Enfim, sou uma fã ferrenha desses livros que ainda não descobriu quem é o narrador, mas que está ansiosa para ler Darkdawn e finalmente desvendar todos esses mistérios.

Leia a resenha de Nevernight AQUI.

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5 comentários:

  1. Oi, Leyanne como vai? Sua empolgação é perfeitamente sentida ao ler a resenha, afinal este livro tem em seu final um desfecho épico. Esse é sem dúvidas um dos melhores livros do gênero. Ja te aviso de antemão que "Darkdawn" consegue ser melhor que "Nevernight". A personagem Mia é muito marcante, é uma das personagens femininas preferidas por este que vos escreve. Deu vontade de reler essa trilogia novamente. Amei sua resenha! Se cuida. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Oi Ley, preciso ler o primeiro volume da série, acho que li a resenha no seu blog, não me recordo ao certo! Adorei saber que também amou este livro, e que é uma grande fã!

    Beijos
    http://dailyofbooks.blogspot.com/2020/03/vivendo-na-quarentena.html

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Olá, tudo bem por aí?

    Primeiramente, preciso destacar quão bela essa edição é. Achei muito linda! Olha, não tive a oportunidade de ler ainda, mas acredito que eu iria adorar. Quem sabe não dou uma chance :) Obrigado pela indicação.

    Abraços!
    www.acampamentodaleitura.com

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